quarta-feira, 8 de abril de 2009

Sou um compositor e cantor nascido na capital do Rio de Janeiro com forte influência da cultura interiorana!

Claro que "bom sujeito eu sou e gosto de samba", mas sendo neto de fazendeiro, bisneto de tropeiro e dividindo todos os anos da minha infância entre anos letivos cariocas e férias ao som de viola com sanfona nas modas e forrós de Bananal-São Paulo, me apaixonei pela cultura magnífica do Vale do Paraíba e alí, na divisa do RJ com SP, convivi intimamente com a magia, a beleza e a força da cultura caipira!

O tempo passou nas danças e andanças da vida...e na adolescência comecei a rascunhar alguns escritos e arriscar algumas trovas...Mas apenas já adulto foi que comecei a fazer música. Quando pondo o pé na estrada das trilhas sonoras , certo dia no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, na bela cidade Joaíma – sede de um dos maravilhosos festivais de MPB dos quais participei – conheci e logo me tornei parceiro de “O Bom” Eduardo Araújo, famoso desde a Jovem Guarda e que ali me apresentava e me abria as portas ( mixando-me) à qualidade de sua música folk! Que honra, eu mal começava a fazer música e já era parceiro de um cara incrível como ele, que valorizando meu "brasileirismo" mostrou-me ainda mais caminhos regionais para andar por esse mundão de meu Deus!
À partir daí pude ampliar meus horizontes e ter diversas músicas gravadas pelo próprio Eduardo, por sua filha Monnika e por sua esposa Sylvinha, que também se tornou minha parceira em várias canções assim como também me tornei parceiro do seu talentosíssimo filho Edu Luke. Além dessa família tão querida por mim, de raro talento e que me adotou musicalmente, mais nomes também importantes, como a Claudya ( consagrada no musical Evita), a Jayne, o Donizeti e outros expressivos artistas, gravaram canções que fiz com o Eduardo e também as que fiz sozinho, além de outras queridas parcerias com mais amigos de grande talento!

Dos festivais de MPB que citei acima, pude conhecer maravilhosas cidades e pessoas marcantes em minha simples vida artística e pessoal! Tive ainda a felicidade, nesses festivais, de receber o estímulo valioso de premiações que me fizeram seguir confiante no caminho a percorrer e me norteiam, ainda hoje e sempre, por um aprendizado constante na amplidão e magnitude da nossa música!!!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

"Rodeio"

(de Eduardo Araújo e Paulinho Campos)

Bem montado sobre a sela
meu desenho de fivela
vê aberta a porteira,
outro mundo se revela!

Cresce o palco da arena
pra dizer ao que se veio,
como talco brilha em cena
a poeira do rodeio!

Cresce junto com o tempo
solidão e sentimento;
e a estrela no chapéu
roga tanto um bom momento
pra ganhar o meu troféu!

Raça e puro coração
vão no peito do peão,
agarrando oito segundos
em dois mundos de emoção!

E no fim é tudo festa,
a estrada é o que nos resta...
caminhando com esteio
pra encontrar outro rodeio...

Esta é a sina de um peão:
a esperança em qualquer chão...!

...Bem montado sobre a sela...



“Viola, Amor e Sertão”
(de Paulinho Campos)

Viola é um sentimento
tocando no coração,
compassos sobre esse tempo:
viola que traz canção!

Viola é o som do vento
soprando na plantação,
riacho seguindo lento,
rebento florindo o chão!

Cordas de aço pro além
feito os trilhos de um trem
por onde o amor vai e vem,
encontra a Luas e Sóis...

...As aves de arribação
te fazem ninho, e em som
somos nascente e foz,
viola do meu sertão!



“Viola que não chora”
(Paulinho Campos)

A minha viola agora
vive cheia de alegria
é viola que não chora
vive fazendo Folia!

Tão feliz, hoje ela sabe
que dela não vou embora!
Eu só vou onde ela cabe
e onde eu for vai na sacola...

Vou tocando na festança
o meu canto de esperança
e na minha cantoria
esse povo enquanto dança

Se alimenta de alegria,
com orgulho de si próprio
vive em sua poesia
proseando seu colóquio!

Viola, que já não chora
vive fazendo seresta;
e por causa da senhora
minha vida virou festa!