(de Eduardo Araújo e Paulinho Campos)
Bem montado sobre a sela
meu desenho de fivela
vê aberta a porteira,
outro mundo se revela!
Cresce o palco da arena
pra dizer ao que se veio,
como talco brilha em cena
a poeira do rodeio!
Cresce junto com o tempo
solidão e sentimento;
e a estrela no chapéu
roga tanto um bom momento
pra ganhar o meu troféu!
Raça e puro coração
vão no peito do peão,
agarrando oito segundos
em dois mundos de emoção!
E no fim é tudo festa,
a estrada é o que nos resta...
caminhando com esteio
pra encontrar outro rodeio...
Esta é a sina de um peão:
a esperança em qualquer chão...!
...Bem montado sobre a sela...
“Viola, Amor e Sertão”
(de Paulinho Campos)
Viola é um sentimento
tocando no coração,
compassos sobre esse tempo:
viola que traz canção!
Viola é o som do vento
soprando na plantação,
riacho seguindo lento,
rebento florindo o chão!
Cordas de aço pro além
feito os trilhos de um trem
por onde o amor vai e vem,
encontra a Luas e Sóis...
...As aves de arribação
te fazem ninho, e em som
somos nascente e foz,
viola do meu sertão!
“Viola que não chora”
(Paulinho Campos)
A minha viola agora
vive cheia de alegria
é viola que não chora
vive fazendo Folia!
Tão feliz, hoje ela sabe
que dela não vou embora!
Eu só vou onde ela cabe
e onde eu for vai na sacola...
Vou tocando na festança
o meu canto de esperança
e na minha cantoria
esse povo enquanto dança
Se alimenta de alegria,
com orgulho de si próprio
vive em sua poesia
proseando seu colóquio!
Viola, que já não chora
vive fazendo seresta;
e por causa da senhora
minha vida virou festa!





